A Tesla enfrenta uma acusação de publicidade enganosa na Coreia do Sul envolvendo o Full Self-Driving (Supervised), ou FSD. Uma entidade de consumidores afirma que a empresa vendeu o recurso a compradores de veículos que não podiam utilizá-lo legalmente no país.
Segundo a Reuters, em 4 de novembro de 2026, o grupo Citizens United for Consumer Sovereignty pretende apresentar a reclamação no dia 5. Não há decisão final sobre a acusação.
O ponto central da acusação
A discussão é sobre vender um recurso sem deixar suficientemente claras as restrições de uso no país e nos veículos envolvidos. A existência do software não garante que o comprador possa ativá-lo legalmente.
Por que a origem do carro entrou na disputa?
A Reuters relata restrições para carros fabricados na China, diferentemente dos produzidos nos Estados Unidos. O regulador confirmou à agência uma investigação sobre a publicidade. A Tesla não respondeu à Reuters.
O próprio nome pode confundir
A expressão inglesa Full Self-Driving pode sugerir direção totalmente autônoma. Mas a palavra Supervised, que significa “supervisionado”, é essencial para compreender o produto.
Na documentação oficial do FSD, a Tesla descreve uma tecnologia de assistência avançada ao motorista. A disponibilidade depende de configuração, equipamentos, versão de software, região, modelo e ano do veículo, além da aprovação regulatória.
A página da fabricante sobre o sistema afirma que as funções atuais exigem supervisão ativa e não tornam o carro autônomo. O motorista precisa permanecer atento e pronto para intervir imediatamente.

Qual é a diferença entre assistência e autonomia?
A NHTSA, agência de segurança viária dos Estados Unidos, diferencia as tecnologias que ajudam o motorista das que assumem a tarefa de dirigir. Em sistemas de assistência de nível 2, recursos podem atuar em mais de uma função, mas o condutor continua responsável pela condução.
Um carro ajudar a manter a faixa ou controlar a velocidade não significa que a pessoa possa deixar de acompanhar o trânsito. É preciso entender o limite da função, as condições em que ela opera e as instruções do manual do veículo.

O que o consumidor brasileiro pode aprender com o caso?
O caso relatado ocorre na Coreia do Sul. Ele não comprova a existência da mesma prática no Brasil, nem uma autorização de uso do FSD no país. A questão útil para quem acompanha carros conectados é a diferença entre uma promessa comercial e a função efetivamente disponível no veículo comprado.
Antes de comparar um pacote de tecnologia, vale separar três informações:
- O que funciona hoje: quais recursos estão ativos naquela versão do carro e naquele mercado.
- O que depende de liberação: quais funções aguardam aprovação ou atualização.
- O que exige o motorista: quando é necessário supervisionar e intervir.
O que acompanhar agora
A apresentação da reclamação, a apuração do regulador e eventual manifestação da Tesla sobre o caso. O fato noticiado é a acusação e a investigação informada à Reuters, não uma condenação definitiva.
Fontes: Reuters, documentação oficial da Tesla e NHTSA. Autor: Redação.




