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Brasil registra menor desemprego para o período; como está a qualidade das vagas?

Taxa caiu a 5,2% no terceiro trimestre de 2026. Renda cresceu em um ano, mas emprego privado com carteira ficou estável e informalidade segue elevada.

Ilustração de trabalhadores brasileiros de diferentes profissões a caminho do trabalho
Ilustração: o Brasil registrou 103,6 milhões de pessoas ocupadas no terceiro trimestre de 2026.
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O Brasil registrou taxa de desemprego de 5,2% no terceiro trimestre de 2026, a menor para esse período desde o início da série da PNAD Contínua, em 2012. O resultado divulgado pelo IBGE em 30 de outubro mostra mais pessoas trabalhando, mas outros indicadores ajudam a entender que tipo de melhora chegou ao mercado.

A resposta à pergunta sobre a qualidade das vagas é mista: a renda média cresceu na comparação anual, enquanto o emprego privado com carteira ficou estável. Ao mesmo tempo, a informalidade ainda atingia mais de um terço dos ocupados.

Os números principais

A desocupação passou de 5,4% no segundo trimestre para 5,2% no terceiro. Um ano antes, estava em 5,6%. O país tinha 103,6 milhões de pessoas ocupadas e 5,6 milhões de desocupados. O recorde citado no título se refere aos terceiros trimestres da pesquisa.

Os dados constam da divulgação do IBGE, reproduzida pela Agência Gov. O período pesquisado é julho a setembro, embora a publicação desta reportagem seja em novembro.

Gráfico da taxa de desocupação: 5,6% no terceiro trimestre de 2025, 5,4% no segundo de 2026 e 5,2% no terceiro de 2026
Fonte: IBGE, PNAD Contínua, divulgação de 30 de outubro de 2026. Valores em percentual da força de trabalho.

O emprego com carteira acompanhou a queda?

O setor privado tinha 39,4 milhões de empregados com carteira assinada, sem contar trabalhadores domésticos. Esse contingente ficou estatisticamente estável tanto no trimestre quanto na comparação com o mesmo período de 2025.

Isso significa que a redução do desemprego não pode ser apresentada como se toda a expansão tivesse ocorrido em vagas formais privadas. A população ocupada reúne diferentes situações, incluindo empregados, trabalhadores por conta própria e empregadores.

A informalidade continua alta

A taxa de informalidade foi de 37,5% dos ocupados, cerca de 38,8 milhões de pessoas, segundo a divulgação repercutida pela Agência Brasil. Era de 37,4% no trimestre anterior e 37,8% um ano antes.

O indicador deve ser acompanhado separadamente da desocupação. Uma pessoa pode estar trabalhando e, ainda assim, ter uma inserção informal. Por isso, contar quantas pessoas trabalham não responde sozinho às perguntas sobre proteção social e estabilidade da renda.

Ilustração de costureira em uma pequena oficina de roupas
Ilustração: o trabalho por conta própria faz parte da população ocupada. A situação de cada trabalhador depende de sua formalização e de outras condições.

A renda melhorou, mas há quem queira trabalhar mais

O rendimento real habitual médio chegou a R$ 3.790. O valor, que considera a inflação, ficou estável no trimestre e cresceu 3,6% em um ano. Trata-se de uma média nacional, não do salário recebido por todos os trabalhadores.

A pesquisa também apontou 4,3 milhões de pessoas trabalhando menos horas do que gostariam, com disponibilidade para trabalhar mais. Esse grupo aumentou 5,2% frente ao trimestre anterior.

A taxa mais ampla de subutilização foi de 13%. Ela inclui, além dos desocupados, pessoas com insuficiência de horas e a força de trabalho potencial. É uma medida diferente do desemprego e ajuda a enxergar a demanda por trabalho que o indicador principal não mostra por inteiro.

Como ler o resultado sem confundir

A queda da desocupação mostra avanço no acesso ao trabalho. Para avaliar a qualidade, é preciso olhar também carteira assinada, informalidade, renda e horas disponíveis. Neste trimestre, esses indicadores não caminharam todos na mesma direção.

O que isso significa para as famílias brasileiras?

Uma melhora na média do país pode coexistir com dificuldade para encontrar uma vaga adequada em determinada cidade ou profissão. O dado nacional descreve o conjunto do mercado; não garante que todas as famílias sintam a mesma mudança no orçamento.

Fontes: PNAD Contínua do IBGE, Agência Gov e Agência Brasil. Dados do terceiro trimestre de 2026, divulgados em 30/10. Autor: Redação.

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