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A nova IA da dona do WhatsApp passou de 10 milhões de usuários — e aposta nas compras

Muse é o agente pessoal da Meta. Entenda o que os 10 milhões de cadastros representam, como ele funciona e o que se sabe sobre a chegada ao Brasil.

Ilustração de celular conectado a símbolos de agenda e compras em uma mesa.
Agentes pessoais de IA ampliam a disputa por tarefas do dia a dia, das compras à organização da agenda.
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Uma nova inteligência artificial passou de 10 milhões de usuários cadastrados nas primeiras semanas. Por trás dela está uma empresa presente no celular de milhões de brasileiros: a Meta, dona do WhatsApp, do Instagram e do Facebook. O nome da aposta é Muse.

O número aparece no comunicado da empresa de 26 de outubro e se refere aos Estados Unidos e ao Canadá. Cadastro não significa uso diário, nem permite concluir que essa seja a IA que mais cresce no mundo.

O que é o Muse

O Muse é um agente pessoal: a proposta é passar da resposta à execução de tarefas. No anúncio de lançamento, a Meta descreve um sistema capaz de usar um navegador e aplicativos conectados para ajudar o usuário a organizar atividades.

Ele funciona em um computador virtual dedicado na nuvem e pode continuar uma tarefa depois que o aplicativo é fechado. Entre os exemplos apresentados pela empresa estão preparar uma viagem, preencher formulários e organizar projetos. Ações importantes, como enviar um e-mail ou fazer uma compra, devem passar pela aprovação da pessoa, segundo a Meta.

Ilustração de pessoa conferindo tarefas digitais no computador e no celular
A autorização do usuário é uma etapa importante quando um agente tem acesso a contas, mensagens ou compras.

Por que as compras chamam atenção

A Meta afirma que compras são o principal uso do Muse e que mais de 25% dos usuários ativos semanais recorrem a essa atividade. É um indicador diferente do total de cadastros.

Para o comércio, a mudança potencial é relevante: parte da procura por produtos pode começar em uma conversa com um agente. Isso pode alterar como uma loja é descoberta e como suas informações chegam ao consumidor. Ainda não é possível tratar essa possibilidade como resultado garantido para os negócios brasileiros.

Diagrama separa cadastros, uso semanal para compras e aprovação de ações
Cadastros, frequência de uso e autorização de tarefas medem aspectos diferentes de um agente de IA.

Já dá para usar no Brasil?

Nas fontes oficiais consultadas até esta publicação, não há anúncio de lançamento do Muse no Brasil. Um texto em português sobre o produto não significa que ele esteja liberado no país.

A expansão mais recente confirmada é o lançamento no Japão em 23 de outubro. A Meta apresenta o país como o primeiro mercado fora da América do Norte a receber o agente. Portanto, os 10 milhões informados para EUA e Canadá não devem ser apresentados como o total atualizado de todos os países.

O que avaliar antes de conectar suas contas

O anúncio japonês informa que o usuário escolhe os serviços conectados e pode alterar permissões ou desconectá-los. São mecanismos descritos pela fabricante, não garantia de ausência de falhas.

  • Confira quais dados e serviços o agente poderá acessar.
  • Revise destinatários, valores e condições antes de autorizar uma ação.
  • Verifique disponibilidade, limites e preços nos canais oficiais.

A aposta também tem uma conta financeira

O crescimento acontece em meio à expansão dos gastos da Meta. No balanço do terceiro trimestre, a empresa informou receita de US$ 64,6 bilhões, alta de 26% em um ano. Esses valores são da companhia inteira, não receita do Muse.

O desafio será transformar interesse inicial em uso recorrente e receitas que sustentem a infraestrutura. Para o leitor, a novidade é concreta: a corrida da IA também envolve quem conseguirá ajudar nas tarefas práticas — com utilidade, custo e controle que façam sentido.

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